A Oktoberfest de Blumenau finalmente pode ser chamada de uma verdadeira festa da cerveja. E que festa! Estava bem diferente do que há alguns anos: melhor organização, maior conforto, muito mais cerveja e tudo funcionando em perfeita ordem.

Oktoberfest Blumenau

A organização da festa estava pensando como gente grande. Pensando nos mercados que mais crescem no mundo: turismo e entretenimento. Era visível a alegria e a satisfação nos visitantes.

Ouvia-se elogios a todos os instantes. E nem era de pessoas mais alcoolizadas. Até porque, essas só elogiavam mesmo. No melhor sentido da palavra, uma festa multicultural, com pessoas de tudo quanto é tipo, estilos, idades, de todos os cantos do Brasil e até do exterior. E sem exceção todos se divertiam: de casais a bêbados, de solteiros a solteiras, de idosos até crianças. Isso mesmo, crianças! Elas tinham um parque de diversões para divertir e deixar os mais velhos beberem a vontade.

Bom, ao chegar na festa, minha sensação era a mesma de uma criança em uma loja de brinquedos. Não se sabe para onde ir, em qual barraca pegar a primeira cerveja. A diversidade era muito grande. De um lado, a Brahma, patrocinadora da festa. De outro, tinha o pavilhão das cervejarias locais. Logo ali, estava também o Biergarten com várias cervejas belgas e alemãs. Não era fácil decidir para onde ir. Então, vamos do primeiro gole. Ops, do começo.

Como a festa era da Brahma, além do chopp tradicional Pilsen, tinha a Brahma Black. Algo parecido com uma Stout. E a novidade Brahma Red, algo parecido com uma Red Ale. Porque algo parecido? Essas cervejas, podemos dizer, foram tropicalizadas, para ir de encontro ao gosto dos brasileiros.

Depois dos goles iniciais, já no pavilhão com as cervejarias locais, a Eisenbahn se destacava com 5 vagões de trem, cada um deles devidamente “vestido” de um dos 4 ingredientes da cerveja: Água, Malte, Lúpulo e Levedura. O 5º vagão, onde passei a maior parte do tempo, era o do Talento. O que na minha opinião, o ingrediente mais importante. Esse não se compra, não se vende e poucas cervejarias tem.

Mas vamos em frente, agora cambaleado um pouco. Depois de tanto apreciar as cervejas da festa, um cervejeiro que se preze só tem mais um lugar para ir. Não! Não é o banheiro. Estamos falando do Biergarten.

O mais novo espaço da festa onde era possível encontrar cervejas Belgas, como a Hoegaarden, Leffe, Belle-Vue, e cervejas alemãs como a Franziskaner, Löwenbräu e Spaten. Essas últimas presentes na Oktoberfest original, em Munique. E o melhor de tudo, a um preço muito acessível.

Enfim, uma festa da cerveja regada, nestes últimos dias em que estive lá, por aproximadamente, 90 mil pessoas alegres e satisfeitas. Número confidenciado a mim por um dos anfitriões.

Muita gente mesmo. Mas tudo funcionando. Funcionando tão bem que antes de ir embora, para sentir ainda mais o gostinho da festa, foi possível se deliciar com especiarias como codorna recheada e pão com salsichas alemãs e mostarda escura!

Agora basta esperar a próxima. E ir praticando para agüentar os 18 dias de festa!