Trapista é uma ordem religiosa monástica católica e beneditina, que pertence à Ordem Cisterciense da Estrita Observância, OCSO.

Cervejas trapistas possuem um selo da Associação Internacional Trapista chamado de ATP, que significa “Authentic Trappist Product”. A licença é válida por cinco anos. Para obter esse selo, devem seguir alguns requisitos:

  1. Todas as cervejas devem ser produzidas dentro do mosteiro, pelos próprios monges ou sob supervisão deles;
  2. A produção de cerveja deve ser de importância secundária no mosteiro, e seguir práticas adequadas ao modo de vida monástico;
  3. A cervejaria não tem como objetivo ser um empreendimento lucrativo, sua renda deve cobrir o custo de vida dos monges e a manutenção dos mosteiros. O que sobrar deve ser destinado para fins de solidariedade. Monges Trapistas fazem voto de pobreza.

No mundo todo são apenas 10 abadias que tem direito ao uso do selo:

  • Chimay, Rochefort, Orval, Westmalle e Westvleteren na Bélgica
  • La Trappe e a Zundert na Holanda
  • Stift Engelszell na Áustria
  • Tre Fontane na Itália
  • Mount St. Bernard na Inglaterra

(Spencer anunciou que vai fechar; a Achel perdeu o selo pois não tem mais monges; Mont de Cats produz na Chimay; e Cardeña produz em uma cervejaria comercial)

Já as cervejas de abadia devem carregar a tradição vinda dos monastérios, mas podem ser produzidas tanto por mosteiros e abadias que não pertencem à OCSO, quanto por empresas sem ligação com uma determinada ordem religiosa, e sem mencionar um mosteiro específico.

Algumas mais conhecidas: St. Bernardus, Maredsousn e Leffe.

Ao contrário do que muitos pensam, Trapista e de Abadia não são estilos cervejeiros. Essas denominações são ligadas à tradição que teve origem nos monastérios.

Os estilos mais comuns, tanto para Trapistas quanto de Abadia são: Blond, Dubbel, Tripel, Quadruppel e Strong Dark Ale.