Estupidamente ou ambiente? Afinal, qual é a temperatura ideal para se degustar as cervejas? A temperatura ideal vai depender do estilo, da qualidade da cerveja e principalmente do gosto pessoal de cada um.
41 3117-9155
Estupidamente ou ambiente? Afinal, qual é a temperatura ideal para se degustar as cervejas? A temperatura ideal vai depender do estilo, da qualidade da cerveja e principalmente do gosto pessoal de cada um.
Muito se fala sobre a rota dos vinhos no Rio Grande do Sul. E para os amantes de uma boa cerveja, qual a opção? A pedida é a Rota das Cervejas no Vale do Itajaí, em Santa Catarina
E para os amantes de uma boa cerveja, qual a opção? A pedida é a Rota das Cervejas no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Em um raio de 40 km partindo de Blumenau – a capital da cerveja no Brasil – o cervejeiro desbravador poderá deliciar-se em 8 cervejarias, aproveitar a gastronomia típica e respirar a cultura alemã da região. Tudo isso acompanhado de muita receptividade do povo blumenauense e dos seus simpáticos vizinhos. As cervejarias da região se preocupam em respeitar a Lei de Pureza Alemã de 1516, a Reinheitsgebot – que apenas permite a utilização dos quatro ingredientes fundamentais à produção de cerveja: malte de cevada ou de trigo, lúpulo, levedura e água. O resultado são cervejas saborosas, livres de adjuntos ou conservantes.
Essa atração da Rota das Cervejas é o chopp fresquinho, servido de maneira apropriada. Existem também opções envasadas, que o visitante pode levar de recordação para apreciar em casa com a família e amigos. Antes de pegar a estrada, a sugestão é verificar os horários disponíveis para cada cervejaria. Não esqueça de conferir também os horários de funcionamento daquelas que possuem bar ou restaurante anexo, assim como sua programação musical.
Bierland (47) 3337-3100
http://www.bierland.com.br
Eisenbahn (47) 3488-7307
http://www.eisenbahn.com.br
Wunderbier (47) 3339-0001
Zehn Bier (47) 3351-6685
http://www.zehnbier.com.br
Das Bier (47) 3397-8600
http://www.dasbier.com.br
Schornstein (47) 3387-6655
http://www.schornstein.com.br
Borck (47) 3382-0587
http://www.borck.com.br
Heimat (47) 3333-1793
http://www.choppheimat.com.br
São Paulo: 680 km
Rio de Janeiro: 1.110 km
Belo Horizonte: 1.252 km
Curitiba: 251 km
Porto Alegre: 600 km
Florianópolis: 140 km
BR-101: 45 km
– Você já visitou alguma destas cervejarias?
– Já fez esta rota da cerveja?
– Teria alguma outra cervejaria ou rota para indicar? [div class=”notice” class2=”typo-icon”] Sobre o autor
Daniel Wolff é sommelier, especialista em cervejas, e editor do Mestre-Cervejeiro.com
Fale com ele: Facebook, Twitter ou Email
[/div]
Na busca constante por cervejas especiais, pela descoberta de novos aromas e sabores, nos deparamos com todos os tipos de cervejas. Algumas delas o primeiro contato não é tão marcante, já outras são memoráveis
Na busca constante por cervejas especiais, pela descoberta de novos aromas e sabores, nos deparamos com todos os tipos de cervejas. Algumas delas o primeiro contato não é tão marcante, já outras são memoráveis.
Separei uma lista dessas, que desde o primeiro gole, nos surpreende e ficam gravadas nos arquivos de bons momentos de nossas memórias. A maioria delas podem ser encontradas em território brasileiro – procurei ter esse cuidado aos escolhe-las. Com exceção da Augustiner Helles, que até o momento nenhum importador a trouxe para cá, podendo ser degustada somente em Munique, capital da Baviera na Alemanha. Aproveito para deixar aqui também esta dica de viagem.
[Teor Alcoólico: 6,0% – Estilo: Pilsener – Origem: Roermond, Holanda]
Uma cerveja do estilo Pilsener, porém a cervejaria preferiu não usar o termo Pilsener em virtude da vulgarização do termo e, também, para distinguí-la das demais de sabores massificados existentes no mercado. Ela se apresenta picante e seca no palato, com agradáveis aromas herbáceos.
[5,0% – Weizenbier – Linz, Áustria]
Distinta das cervejas de trigo alemãs, esta cerveja é elaborada com ervas alpinas. Esta virtude confere a ela aromas florais e de nozes, sabor equilibrado com uma boa e refrescante acidez.
[4,2% – Scottish Ale – Alva, Escócia]
Recém chegada no mercado nacional, esta é uma cerveja diferente de qualquer proposta. Elaborada com aveia e um blend de maltes (de cevada e de trigo), apresenta aromas cítricos, médio corpo e uma excelente acidez. Uma cerveja muito saborosa e refrescante.
[6% – Old Ale – Alva, Escócia]
O nome desta cerveja já diz tudo (Velho Óleo de Motor). De coloração escura e extremamente encorpada, sendo convidativa no palato e com aromas estonteantes de torrefação.
[10,0% – Quadrupel – Berkel-Enschot, Holanda]
Produzida em uma das 7 autenticas cervejarias trapistas do mundo – a única fora da Bélgica –, esta cerveja é fabulosa em aromas e complexa no paladar, sendo adocicada, com médio amargor e acidez. Destaque para sua apresentação em garrafa de cerâmica.
[7,5% – Bière de Garde – Jenlain, França]
Falar de França e falar de cerveja parece não combinar. Porém a Jenlain Ambrée comprova que existe sim ótimas cervejas gourmet francesa. Com aromas de licor de ameixa, levemente adocicada, médio corpo, esta é uma cerveja que combina bem com sobremesas e queijos de fungo azul.
[6,0% – Oktoberfest/Märzen – Blumenau, SC, Brasil]
A cervejaria Eisenbahn de Blumenau (SC), sempre reproduzindo estilos clássicos com maestria, acertou novamente com esta cerveja sazonal do mês de outubro. Uma Lager encorpada e maltada.
[5,4% – Porter – Chiswick, Inglaterra]
De coloração escura, reflexos cor de rubi, espuma rápida com cor de creme e aromas acentuados de chocolate amargo e café espresso. Ela possui muito corpo e amargor na medida certa.
[5,0% – Weizenbier Filtrada- Frankfurt am Main, Alemanha]
Diferente das outras cervejas Weizen, onde se destacam os aromas frutados e de especiarias, esta cerveja surpreende pelos aromas lupulados e pelo seu leve armargor.
[5,2% – Münchner Helles – Munique, Alemanha]
Augustiner Helles é a cerveja preferida pela maioria dos Bávaros. Do estilo Clara de Munique (Münchner Helles) – típico da Baviera –, ela tem paladar levemente picante e maltado, baixo para médio corpo e aromas herbáceos.
[div class=”notice” class2=”typo-icon”] Sobre o autor
Daniel Wolff é sommelier, especialista em cervejas, e editor do Mestre-Cervejeiro.com
Fale com ele: Facebook, Twitter ou Email
[/div]
A regra básica para harmonizações entre bebidas e comidas é que os sabores e aromas do alimento não se sobreponham ao da bebida, e vice-versa. As harmonizações podem ter como objetivo equalizar, complementar ou contrastar os sabores e sensações do que se come com o que se bebe
A regra básica para harmonizações entre bebidas e comidas é que os sabores e aromas do alimento não se sobreponham ao da bebida, e vice-versa. As harmonizações podem ter como objetivo equalizar, complementar ou contrastar os sabores e sensações do que se come com o que se bebe.
O primeiro passo é conhecer as características da cerveja e as do prato que queremos colocar lado a lado.
É interessante conhecermos a grande diversidade de estilos existentes para termos opções na hora de formatarmos uma harmonização. Quanto mais estilos e marcas de cervejas tivermos como referência, mais fáceis e maiores serão as chances de acerto em nossas combinações.
Precisamos ter em mente que harmonizar é mais do que interpretar rótulos de cerveja – Esta cerveja combina com massa – isso é muito abrangente! Massa é um elemento neutro. Ou ainda: “Harmoniza com peixes”. Certo, mas o peixe é oleoso como o salmão, ou forte em sabor como o cação?
Devemos conhecer o prato, como ele é elaborado e o que o acompanha. Cada elemento vai interagir de forma diferente com a cerveja, e uma perfeita harmonização leva tudo isso em conta.
É pertinente fazermos perguntas do tipo:
– Qual é o molho desta massa?
– Como é elaborado este peixe? Grelhado ou ensopado?
– Quais são os acompanhamentos deste prato?
Com isso idealizamos os aromas e sabores que irão se formar no prato. E conhecendo as propriedades da cerveja, como corpo, aroma, acidez, doçura, alcoolicidade e amargor, conseguimos trabalhar a harmonização.
Em um dos eventos de harmonização que conduzi junto com o chef Gustavo Corrêa, de Vitória (ES), tivemos para o prato principal um delicioso Carneiro com Cuscuz Marroquino. Sugeri a cerveja Eisenbahn Weizenbock para este prato. Trata-se de uma bock de trigo, com coloração âmbar escura, espuma densa, aromas de frutas passas e castanhas, de alto teor alcoólico (8,5%), levemente adocicada, médio amargor, e que possui um excelente equilíbrio desta complexidade gustativa. As amêndoas e uvas passas do cuscuz refletiram os aromas da cerveja. A suculência da carne e o sabor marcante do carneiro foram rasgados pela alcoolicidade e o amargor da bock de trigo. A acidez e a sutil tendência à doçura do molho roti do carneiro com especiarias se equilibrarvam com a da cerveja.
Este é um caso de sucesso em jantares de harmonização. A sugestão do prato e da cerveja entraram em completa harmonia e proporcionaram um momento mágico para o grupo de 70 pessoas então presentes.
[div class=”notice” class2=”typo-icon”] Sobre o autor
Daniel Wolff é sommelier, especialista em cervejas, e editor do Mestre-Cervejeiro.com
Fale com ele: Facebook, Twitter ou Email
[/div]
Santa Catarina curte o verão no seu estilo mais germânico na 26ª Festa Pomerana