Cervejas campeãs de venda! Conheça as 10 cervejas mais vendidas na rede Mestre-Cervejeiro.com em 2016.

Quem já buscou informações sobre o mercado de cervejas artesanais no Brasil sabe que isto não é tarefa fácil. As fontes são escassas, as informações muitas vezes são confusas e pode ser difícil separar o sinal do ruído.

Por isso mesmo nós montamos um artigo constantemente atualizado, que você pode acessar clicando AQUI, listando diversas fontes de informações sobre o mercado de cervejas (artesanais ou em geral) no Brasil e no mundo.

Na rede Mestre-Cervejeiro.com temos o grande benefício de poder avaliar dados de consumo de cervejas artesanais em todas as regiões do Brasil, o que gera muitos insights e ajuda a direcionar nossos próximos passos.

Entre os dados que coletamos estão os produtos mais vendidos na rede. Em nossas redes sociais (Facebook / Instagram / Twitter) você pode acompanhar mês a mês quais foram as 10 cervejas mais vendidas. Porém este levantamento mensal gera insights momentâneos, enquanto o levantamento anual traz percepções de impacto mais duradouro.

Abaixo você pode conferir a lista das 10 cervejas mais vendidas em 2016 na rede Mestre-Cervejeiro.com, com uma breve descrição de cada uma. No final do artigo oferecemos ainda algumas possíveis interpretações deste ranking.

As cervejas mais vendidas em 2016

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01. Mestre-Cervejeiro.com Double IPA

[8,0% / Double IPA / Porto Alegre, RS]

A segunda cerveja própria da rede Mestre-Cervejeiro.com, produzida de forma colaborativa com a Tupiniquim. Uma Double IPA intensa e equilibrada, tem coloração dourada profunda e aromas nítidos dos tradicionais lúpulos norteamericanos Centennial e Cascade que trazem notas cítricas remetendo a limão e toranja. Na boca tem amargor em destaque, complementado pelo médio dulçor. O retrogosto é amargo e duradouro.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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02. Weihenstephaner Hefeweissbier

[5,4% / Hefeweizen / Fresing, Alemanha]

O carro-chefe da cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade! A Weihenstephaner produz excelentes cervejas desde 1040, e a sua Hefeweissbier continua fazendo sucesso mesmo com o passar dos séculos.

Uma das referências do estilo Hefeweizen, tem coloração amarela, turva, com grande formação de espuma cremosa. No aroma equilibra perfeitamente notas frutadas, remetendo a banana, com o condimentado remetendo a cravo-da-índia. Na boca os gostos acompanham os aromas, com sutil amargor, médio corpo e leve dulçor. Um clássico!

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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03. Schneider Weisse Tap 7

[5,4% / Hefeweizen / Kelheim, Alemanha]

A Schneider Weisse produz exclusivamente cervejas de trigo. Com nove rótulos de linha, mais um sazonal que muda todo ano, seria fácil pensar que elas são todas parecidas. Mas a Tap 7, chamada pela cervejaria de “Unser Original” (“nossa original”, em alemão), tem uma personalidade distinta.

Baseada nas primeiras receitas da cervejaria, datando de 1872, a Tap 7 tem uma tonalidade mais escura do que a maioria das outras Hefeweizen, se aproximando do âmbar alaranjado, porém mantendo a turbidez característica do estilo. No aroma se destacam as notas fenólicas remetendo a cravo, com notas frutadas remetendo a banana e tutti-frutti ao fundo. Na boca tem leve acidez, médio corpo e alta carbonatação.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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04. Delirium Tremens

[8,5% / Strong Golden Ale / Melle, Bélgica]

Um dos exemplares mais conhecidos do estilo Belgian Golden Strong Ale. De coloração dourada, com ótima formação de espuma, traz intensos aromas frutados, cítricos e condimentados. Na boca tem médio-alto corpo, médio amargor e sensação de calor do elevado teor alcoólico.

Se estiver no Rio de Janeiro/RJ ou São Paulo/SP, aproveite para conhecer os bares da marca, os Delirium Café.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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05. Brewdog Punk IPA

[5,6% / American IPA / Ellon, Escócia]

Um excelente exemplar do estilo American IPA e carro-chefe da cervejaria. Apresenta coloração dourada, com aroma intenso de lúpulos cítricos remetendo a maracujá e lichia. Ao fundo, notas maltadas remetendo a caramelo. Na boca tem amargor intenso e limpo, com final seco que pede mais um gole.

O legal da Brewdog é que os caras disponibilizam as receitas completas de todas as suas cervejas, então se você faz cerveja em casa – ou conhece alguém que faz – é possível tentar reproduzi-la na panela! Todas as receitas da Brewdog você encontra aqui: www.brewdog.com/diydog


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06. Brooklyn East India Pale Ale

[6,9% / English IPA / Nova York, EUA]

Cerveja inspirada nas IPAs originais da Inglaterra, que se caracterizam pelo equilíbrio entre o dulçor dos maltes e o amargor dos lúpulos, que trazem notas florais e terrosas.

Originalmente lançada como uma sazonal de verão, a Brooklyn East India Pale Ale fez tanto sucesso que acabou entrando na linha perene da cervejaria. E pelo jeito continua agradando!


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07. Weinhestephaner Vitus

[7,7% / Weizenbock / Fresing, Alemanha]

A Vitus é uma daquelas cervejas únicas, inconfundíveis. Produzida pela centenária Weihenstephaner, se diferencia da maioria das outras Weizenbocks por ser clara.

Apresenta coloração amarela, grande formação de espuma cremosa e turbidez por ser não filtrada. O aroma é frutado e condimentado, remetendo a banana, damasco e cravos. Na boca o corpo é médio, com textura cremosa e leve acidez. Apesar do teor alcoólico mais elevado, 7,7%, sente-se apenas um leve calor no final do gole.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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08. Brooklyn Lager

[5,2% / Amber Lager / Nova York, EUA]

A frase “Pre-Prohibition Style” no rótulo já indica: essa cerveja é produzida como se fazia antigamente, lá por 1900, quando o Brooklyn (bairro de Nova York) era um grande polo cervejeiro dos EUA e o estilo Vienna Lager era um dos mais consumidos.

A Brooklyn fez esta versão de Vienna Lager, com sua cor âmbar e perfil maltado, mas adicionou cargas um pouco maiores de lúpulos norteamericanos. O resultado é uma cerveja equilibrada e refrescante, com notas florais e de caramelo, e final seco.


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09. Bastards Jean Le Blanc

[4,9% / Witbier / Pinhais, PR]

A Bastards Jean le Blanc tem algo de diferente das demais Witbiers, pois conta com adição de capim limão além das tradicionais sementes de coentro e raspas de laranja, o que traz agradáveis notas herbais à cerveja.

Muito refrescante e saborosa, é um ótimo exemplar nacional do estilo.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


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10. Vedett Extra White

[4,7% / Witbier / Breendonk, Bélgica]

Este é um autêntico exemplar do estilo Witbier, que são as cervejas de trigo da Bélgica. Tem coloração amarelo-palha, esbranquiçada, e é levemente turva. Traz aromas cítricos e condimentados vindos da adição de raspas de laranja e sementes de coentro. Na boca é refrescante, com baixo corpo e acidez presente.

É uma cerveja indicada para dias de calor e boa pedida para o Carnaval que está chegando.

Acompanhe AQUI a degustação desta cerveja.


Cervejas mais vendidas de 2016: Possíveis conclusões

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Logo de cara é possível tirar algumas percepções. As cervejas importadas predominam no ranking, com 8 dos 10 rótulos listados. São cervejas da Alemanha, Estados Unidos, Escócia e Bélgica. Este resultado é diferente do que se esperaria ao fazer previsões no início de 2016, pois o ano começou com o dólar em alta – elevando o preço de todos os rótulos importados – e as cervejas nacionais representam mais da metade das vendas das lojas Mestre-Cervejeiro.com. Uma possível interpretação é a preferência do público por marcas já estabelecidas e conhecidas, pois todas as importadas da lista estão disponíveis no mercado brasileiro há vários anos com grande penetração e custo x benefício atrativo.

Falando em custo x benefício, certamente este foi um fator com grande influência no ranking das cervejas mais vendidas em 2016. De modo geral, todas são cervejas de excelente qualidade e com preços acessíveis. O primeiro lugar, inclusive, reforça esta percepção – é um rótulo de marca própria da rede e disponível em garrafas de 1 Litro, o que reduz o preço por ml comparando-se com garrafas menores.

Além disso, percebe-se uma clara predominância dos estilos de cerveja de trigo (Weizenbier e Witbier) e India Pale Ale. Apenas um dos rótulos, a Delirium Tremens, foge deste padrão. Isto não chega a surpreender, visto que estes estilos consistentemente figuram no topo dos rankings mensais e trazem características sensoriais favoráveis ao clima brasileiro, além de se adequarem bem à incipiência do mercado de cervejas artesanais no país. Muitas pessoas ainda estão entrando neste maravilhoso universo, e as refrescantes cervejas de trigo são uma porta de entrada comum.

Mas atenção, isso não permite tirar uma conclusão generalizada de que o consumidor brasileiro de cervejas artesanais prefere tais estilos!

Como o ranking é um apanhado geral de todas as vendas de todas as lojas, reflete apenas o volume total de vendas e não leva em consideração o perfil de consumo de cada faixa de público. Existem pessoas com os mais diversos perfis de consumo, e que compram cervejas artesanais pelos mais variados motivos. Há o cervejeiro caseiro que busca novidades, tem preferência por cervejas mais intensas e raramente repete um determinado rótulo; enquanto isso, há o consumidor de entrada – hoje a maior parcela do público consumidor – que acaba de descobrir seu amor por cervejas de determinados estilos e consome com frequência seus rótulos favoritos, apesar de ter uma certa rejeição por rótulos mais obscuros e preços mais elevados. Isso sem falar nas pessoas que nem gostam muito de cerveja, mas compram para dar de presente, ou que transitam por diversos meios da gastronomia e experimentam uma ou outra cerveja por curiosidade.

O fato é que o mercado de cervejas artesanais no Brasil está vivendo um momento fantástico de crescimento e popularização. E assim como o nosso país, este mercado é complexo, dinâmico e por vezes até mesmo imprevisível. Para quem trabalha com isso ou simplemente quer saber mais sobre o assunto, não basta apenas vivenciá-lo no dia-a-dia sem o embasamento de dados concretos. Tampouco é suficiente coletar dados, gráficos e tabelas sem compreender o comportamento, vontades e interesses que estão por trás dos números.

Compreender o mercado de cervejas artesanais é um desafio diário e esforço contínuo. Pelo menos, depois de tudo isso, uma boa cerveja na mão faz tudo valer a pena.

E aí, que outro insight você tira deste ranking das cervejas mais vendidas em 2016?

Um brinde!